O desafio de uma gigante japonesa de Telecom que mudou os rumos da Vega

Em 2012, um desafio apresentado pela Fujikura, gigante japonesa e referência mundial no setor de telecomunicações, marcou o início de uma nova trajetória para a Vega.

Até então, a empresa atuava principalmente com rastreamento veicular. A mudança começou a partir da necessidade de proteger máquinas de fusão de fibra óptica, equipamentos de alto valor e extremamente complexos para a instalação de tecnologias convencionais de rastreamento.

A Fujikura buscava uma solução capaz de ser totalmente integrada ao equipamento. Nada poderia ficar aparente, o funcionamento da máquina não poderia ser comprometido e o rastreador não poderia depender de sua bateria principal.

Na época, o equipamento utilizado para o protótipo era uma máquina de fusão modelo Fujikura 22. Ao abrir o equipamento pela primeira vez, a complexidade ficou evidente. Cabos flat, componentes eletrônicos extremamente compactos e praticamente nenhum espaço disponível tornavam a instalação de um rastreador convencional inviável.

Durante dois dias, a máquina permaneceu desmontada sobre a mesa. O desafio era encontrar uma forma de integrar a tecnologia sem interferir em nenhum componente original.

“Eu fiquei dois dias com a máquina desmontada em cima da mesa, olhando e pensando: Não é possível. Como vai rastrear um negócio desse? É muito pequeno”, relembra o CEO da Vega, Paolo Pravato.

Com componentes eletrônicos sensíveis, cabos e praticamente nenhum espaço disponível, instalar um rastreador veicular adaptado estava fora de questão.

Depois de testar diferentes possibilidades, Paolo encontrou um rastreador de dimensões reduzidas. Retirou sua estrutura externa e começou a procurar, milímetro por milímetro, um espaço dentro da máquina.

Em cerca de 15 dias, a primeira versão de teste estava funcionando, atendendo todas as exigências apresentadas pela fabricante.

“Não acredito que você conseguiu”

Quando Paolo agendou a reunião com a Fujikura, o gerente nacional da empresa, na época, Marcos Arada, imaginou que a Vega havia desistido do projeto.

Paolo então abriu o sistema de rastreamento no celular e mostrou a localização exata da máquina. “Ele olhou para mim com cara de espanto e falou: ‘Você está vendo a minha cara? Não acredito que você conseguiu’”, conta Paolo.

O motivo da surpresa só ficou claro depois: o mesmo desafio havia sido apresentado a dezenas de grandes empresas do setor e todas haviam recusado. Afinal, a complexidade da máquina, a delicadeza da desmontagem e a necessidade de mão de obra altamente especializada tornavam o projeto arriscado demais para soluções convencionais.

Da primeira versão à 15ª geração da tecnologia

Aquele protótipo deu origem à primeira versão do rastreador para máquinas de fusão de fibra óptica desenvolvido pela Vega.

A solução inicial ainda utilizava apenas GPS. Com o avanço do projeto e a experiência adquirida em operações reais, novas tecnologias foram incorporadas, incluindo radiofrequência e diferentes recursos de localização e proteção.

Hoje, o modelo de dispositivo para rastreamento de máquina de fusão está em sua 15ª versão. O desenvolvimento deixou de ser artesanal, Novas tecnologias de geolocalização foram incorporadas, os processos de instalação evoluíram e a Vega estruturou uma equipe de engenharia especializada para atuar em equipamentos de alta complexidade.

Paolo Pravato, CEO da Vega

“Hoje nós temos uma ampla infraestrutura envolvida na operação, além de engenheiros de alto nível totalmente dedicados ao aprimoramento permanente das novas tecnologias para que possamos sempre estar um passo a frente no mercado e oferecer soluções de ponta aos nossos clientes”, destaca Paolo.

Uma parceria que abriu as portas para o setor de Telecom

O case de sucesso da Fujikura abriu portas importantes para a Vega. A tecnologia passou a ser apresentada em feiras do setor no Brasil, dentro do próprio estande da fabricante, como uma solução homologada e confiável para a proteção das máquinas.

“A gente estava dentro do estande da máquina referência de mercado, sendo apresentado como uma solução confiável. Não deu tempo de pensar nas dificuldades. A gente viu uma necessidade e uma oportunidade”, afirma Paolo.

A partir daquele primeiro projeto, a Vega também foi apresentada a grandes operações de telecomunicações, dando início a relações comerciais que perduram há mais de uma década. Hoje o setor de Telecom representa um dos principais pilares da atuação da empresa.  

A história com a Fujikura foi um verdadeiro divisor de águas e ampliou o olhar da Vega para novos desafios apresentados por seus clientes. Problemas complexos não chegam à equipe apenas como uma demanda técnica, mas como questões que precisam ser compreendidas, discutidas e testadas até que uma solução seja encontrada.

É esse espírito que mobiliza a equipe diante de novos desafios. A possibilidade de criar algo inédito, superar uma limitação técnica e entregar uma resposta para uma necessidade real do cliente.

Em 2012, funcionou. E ajudou a mostrar que, muitas vezes, a inovação começa justamente onde as soluções prontas terminam.

Um espaço para acompanhar as novidades da Vega, conhecer histórias de sucesso e explorar conteúdos sobre inovação, tecnologia e gestão inteligente de frotas.

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