O roubo de cargas de cigarros é uma das modalidades criminosas mais organizadas e recorrentes do Brasil. Pelo alto valor agregado e facilidade de comercialização, esse tipo de carga está constantemente na mira de quadrilhas especializadas.
Para enfrentar esse cenário, não bastava utilizar rastreadores convencionais. Era necessário desenvolver uma solução capaz de permanecer invisível durante toda a operação, mesmo quando a carga fosse completamente inspecionada pelos criminosos.
Foi exatamente esse desafio que levou a Vega a desenvolver uma tecnologia exclusiva de rastreamento embarcado, criada especificamente para a indústria do tabaco. A solução já opera há aproximadamente nove anos, mantendo resultados consistentes e elevando o padrão de segurança logística do setor.
O rastreamento tradicional já estava no radar do crime
As organizações criminosas especializadas no roubo de cargas evoluíram e passaram a conhecer profundamente as tecnologias convencionais de rastreamento. Em muitos casos, os dispositivos são rapidamente localizados e removidos antes mesmo que a carga chegue ao destino final.
A equipe de engenharia criou um hardware próprio, totalmente customizado, com dimensões, autonomia de bateria e características específicas para ser instalado dentro de um maço de cigarros, sem alterar sua aparência ou despertar qualquer suspeita.
Após sua fabricação, esses maços especiais são enviados à indústria, onde um colaborador treinado realiza o embarque estratégico junto à carga. Todo o processo é realizado de forma sigilosa, tornando praticamente impossível identificar quais volumes possuem a tecnologia embarcada.
Na prática, o dispositivo acompanha a carga sem que os criminosos saibam da sua existência.
“Hoje, a gente tem feito em torno de mil maços por mês pra esse fabricante. Nos realizamos aqui no laboratório todo o processo de customização e adaptamos o hardware já camuflado ao produto. Dentro da própria indústria existe um profissional responsável por embarcar esses dispositivos de forma estratégica. Até hoje, se eu não me engano, foram sete roubos. Os sete a gente conseguiu pegar a quadrilha, conseguiu prender todos. Então, com isso, hoje o fabricante não tem mais furto nenhum”, explica Ayres Neto, coordenador do laboratório Veja.
O grande diferencial da solução, segundo Neto, está justamente na impossibilidade de identificar onde está o dispositivo. Ao contrário dos rastreadores tradicionais, que normalmente ficam instalados em veículos ou embalagens específicas, o equipamento da Vega acompanha a própria mercadoria.
Na prática, trata-se de uma camada adicional de segurança que permanece ativa durante toda a operação logística.

Etapas do processo de recuperação
A Vega atua na operação de ponta a ponta, ou seja, desde o desenvolvimento da solução até a recuperação da carga em casos roubo ou furto. Quando ocorre um sinistro, o cliente registra o boletim de ocorrência e comunica imediatamente a Central de Operações da Vega, que funciona 24 horas por dia.
A partir desse momento, um protocolo de resposta é iniciado. Entre as etapas estão:
. Análise inicial da ocorrência;
. Ativação da equipe de inteligência;
. Acionamento dos caçadores especializados;
. Deslocamento até a região indicada pelo sistema;
. Apoio das forças policiais para a recuperação da carga (quando necessário).

Os chamados “caçadores” utilizam equipamentos específicos para localizar o sinal emitido pelo dispositivo oculto, permitindo identificar com precisão onde a carga está armazenada.
Após a localização, a recuperação é realizada em conjunto com as autoridades policiais. O cliente acompanha todo o processo e, após a conclusão da operação, realiza apenas a retirada da carga recuperada na delegacia responsável.
Independentemente da região onde ocorreu o roubo, a Central coordena as equipes de campo e aciona a rede de parceiros necessária para realizar a recuperação.
Essa estrutura nacional permite atuar tanto em grandes centros urbanos quanto em regiões mais remotas.
A eficiência da tecnologia é comprovada pelos resultados obtidos ao longo dos anos. Hoje, a Vega mantém um índice aproximado de 97% de recuperação dos ativos monitorados.
Ao criar um dispositivo praticamente invisível aos criminosos e integrá-lo a uma estrutura operacional altamente especializada, a Vega conseguiu elevar o nível de proteção de um dos segmentos mais vulneráveis ao roubo de cargas no país.
