{"id":1158,"date":"2026-07-12T21:41:00","date_gmt":"2026-07-12T21:41:00","guid":{"rendered":"https:\/\/cases.vegasat.com.br\/?p=1158"},"modified":"2026-07-12T21:48:21","modified_gmt":"2026-07-12T21:48:21","slug":"o-desafio-de-uma-gigante-japonesa-de-telecom-que-mudou-os-rumos-da-vega","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cases.vegasat.com.br\/?p=1158","title":{"rendered":"O desafio de uma gigante japonesa de Telecom que mudou os rumos da Vega"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2012, um desafio apresentado pela Fujikura, gigante japonesa e refer\u00eancia mundial no setor de telecomunica\u00e7\u00f5es, marcou o in\u00edcio de uma nova trajet\u00f3ria para a Vega.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">At\u00e9 ent\u00e3o, a empresa atuava principalmente com rastreamento veicular. A mudan\u00e7a come\u00e7ou a partir da necessidade de proteger m\u00e1quinas de fus\u00e3o de fibra \u00f3ptica, equipamentos de alto valor e extremamente complexos para a instala\u00e7\u00e3o de tecnologias convencionais de rastreamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Fujikura buscava uma solu\u00e7\u00e3o capaz de ser totalmente integrada ao equipamento. Nada poderia ficar aparente, o funcionamento da m\u00e1quina n\u00e3o poderia ser comprometido e o rastreador n\u00e3o poderia depender de sua bateria principal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na \u00e9poca, o equipamento utilizado para o prot\u00f3tipo era uma m\u00e1quina de fus\u00e3o modelo Fujikura 22. Ao abrir o equipamento pela primeira vez, a complexidade ficou evidente. Cabos flat, componentes eletr\u00f4nicos extremamente compactos e praticamente nenhum espa\u00e7o dispon\u00edvel tornavam a instala\u00e7\u00e3o de um rastreador convencional invi\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante dois dias, a m\u00e1quina permaneceu desmontada sobre a mesa. O desafio era encontrar uma forma de integrar a tecnologia sem interferir em nenhum componente original.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEu fiquei dois dias com a m\u00e1quina desmontada em cima da mesa, olhando e pensando: N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel. Como vai rastrear um neg\u00f3cio desse? \u00c9 muito pequeno\u201d, relembra o CEO da Vega, Paolo Pravato.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com componentes eletr\u00f4nicos sens\u00edveis, cabos e praticamente nenhum espa\u00e7o dispon\u00edvel, instalar um rastreador veicular adaptado estava fora de quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois de testar diferentes possibilidades, Paolo encontrou um rastreador de dimens\u00f5es reduzidas. Retirou sua estrutura externa e come\u00e7ou a procurar, mil\u00edmetro por mil\u00edmetro, um espa\u00e7o dentro da m\u00e1quina.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em cerca de 15 dias, a primeira vers\u00e3o de teste estava funcionando, atendendo todas as exig\u00eancias apresentadas pela fabricante.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>\u201cN\u00e3o acredito que voc\u00ea conseguiu\u201d<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando Paolo agendou a reuni\u00e3o com a Fujikura, o gerente nacional da empresa, na \u00e9poca, Marcos Arada, imaginou que a Vega havia desistido do projeto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Paolo ent\u00e3o abriu o sistema de rastreamento no celular e mostrou a localiza\u00e7\u00e3o exata da m\u00e1quina. \u201cEle olhou para mim com cara de espanto e falou: \u2018Voc\u00ea est\u00e1 vendo a minha cara? N\u00e3o acredito que voc\u00ea conseguiu\u2019\u201d, conta Paolo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O motivo da surpresa s\u00f3 ficou claro depois: o mesmo desafio havia sido apresentado a dezenas de grandes empresas do setor e todas haviam recusado. Afinal, a complexidade da m\u00e1quina, a delicadeza da desmontagem e a necessidade de m\u00e3o de obra altamente especializada tornavam o projeto arriscado demais para solu\u00e7\u00f5es convencionais.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Da primeira vers\u00e3o \u00e0 15\u00aa gera\u00e7\u00e3o da tecnologia<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aquele prot\u00f3tipo deu origem \u00e0 primeira vers\u00e3o do rastreador para m\u00e1quinas de fus\u00e3o de fibra \u00f3ptica desenvolvido pela Vega.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A solu\u00e7\u00e3o inicial ainda utilizava apenas GPS. Com o avan\u00e7o do projeto e a experi\u00eancia adquirida em opera\u00e7\u00f5es reais, novas tecnologias foram incorporadas, incluindo radiofrequ\u00eancia e diferentes recursos de localiza\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje, o modelo de dispositivo para rastreamento de m\u00e1quina de fus\u00e3o est\u00e1 em sua 15\u00aa vers\u00e3o. O desenvolvimento deixou de ser artesanal, Novas tecnologias de geolocaliza\u00e7\u00e3o foram incorporadas, os processos de instala\u00e7\u00e3o evolu\u00edram e a Vega estruturou uma equipe de engenharia especializada para atuar em equipamentos de alta complexidade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"696\" src=\"https:\/\/cases.vegasat.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/paolo-1024x696.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1161\" srcset=\"https:\/\/cases.vegasat.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/paolo-1024x696.png 1024w, https:\/\/cases.vegasat.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/paolo-300x204.png 300w, https:\/\/cases.vegasat.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/paolo-768x522.png 768w, https:\/\/cases.vegasat.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/paolo.png 1303w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Paolo Pravato, CEO da Vega<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cHoje n\u00f3s temos uma ampla infraestrutura envolvida na opera\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de engenheiros de alto n\u00edvel totalmente dedicados ao aprimoramento permanente das novas tecnologias para que possamos sempre estar um passo a frente no mercado e oferecer solu\u00e7\u00f5es de ponta aos nossos clientes\u201d, destaca Paolo.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Uma parceria que abriu as portas para o setor de Telecom<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O case de sucesso da Fujikura abriu portas importantes para a Vega. A tecnologia passou a ser apresentada em feiras do setor no Brasil, dentro do pr\u00f3prio estande da fabricante, como uma solu\u00e7\u00e3o homologada e confi\u00e1vel para a prote\u00e7\u00e3o das m\u00e1quinas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA gente estava dentro do estande da m\u00e1quina refer\u00eancia de mercado, sendo apresentado como uma solu\u00e7\u00e3o confi\u00e1vel. N\u00e3o deu tempo de pensar nas dificuldades. A gente viu uma necessidade e uma oportunidade\u201d, afirma Paolo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir daquele primeiro projeto, a Vega tamb\u00e9m foi apresentada a grandes opera\u00e7\u00f5es de telecomunica\u00e7\u00f5es, dando in\u00edcio a rela\u00e7\u00f5es comerciais que perduram h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada. Hoje o setor de Telecom representa um dos principais pilares da atua\u00e7\u00e3o da empresa. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A hist\u00f3ria com a Fujikura foi um verdadeiro divisor de \u00e1guas e ampliou o olhar da Vega para novos desafios apresentados por seus clientes. Problemas complexos n\u00e3o chegam \u00e0 equipe apenas como uma demanda t\u00e9cnica, mas como quest\u00f5es que precisam ser compreendidas, discutidas e testadas at\u00e9 que uma solu\u00e7\u00e3o seja encontrada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 esse esp\u00edrito que mobiliza a equipe diante de novos desafios. A possibilidade de criar algo in\u00e9dito, superar uma limita\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e entregar uma resposta para uma necessidade real do cliente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2012, funcionou. E ajudou a mostrar que, muitas vezes, a inova\u00e7\u00e3o come\u00e7a justamente onde as solu\u00e7\u00f5es prontas terminam.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2012, um desafio apresentado pela Fujikura, gigante japonesa e refer\u00eancia mundial no setor de telecomunica\u00e7\u00f5es, marcou o in\u00edcio de uma nova trajet\u00f3ria para a Vega. At\u00e9 ent\u00e3o, a empresa atuava principalmente com rastreamento veicular. A mudan\u00e7a come\u00e7ou a partir da necessidade de proteger m\u00e1quinas de fus\u00e3o de fibra \u00f3ptica, equipamentos de alto valor e extremamente complexos para a instala\u00e7\u00e3o de tecnologias convencionais de rastreamento. A Fujikura buscava uma solu\u00e7\u00e3o capaz de ser totalmente integrada ao equipamento. Nada poderia ficar aparente, o funcionamento da m\u00e1quina n\u00e3o poderia ser comprometido e o rastreador n\u00e3o poderia depender de sua bateria principal. Na \u00e9poca, o equipamento utilizado para o prot\u00f3tipo era uma m\u00e1quina de fus\u00e3o modelo Fujikura 22. Ao abrir o equipamento pela primeira vez, a complexidade ficou evidente. Cabos flat, componentes eletr\u00f4nicos extremamente compactos e praticamente nenhum espa\u00e7o dispon\u00edvel tornavam a instala\u00e7\u00e3o de um rastreador convencional invi\u00e1vel. Durante dois dias, a m\u00e1quina permaneceu desmontada sobre a mesa. O desafio era encontrar uma forma de integrar a tecnologia sem interferir em nenhum componente original. \u201cEu fiquei dois dias com a m\u00e1quina desmontada em cima da mesa, olhando e pensando: N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel. Como vai rastrear um neg\u00f3cio desse? \u00c9 muito pequeno\u201d, relembra o CEO da Vega, Paolo Pravato. Com componentes eletr\u00f4nicos sens\u00edveis, cabos e praticamente nenhum espa\u00e7o dispon\u00edvel, instalar um rastreador veicular adaptado estava fora de quest\u00e3o. Depois de testar diferentes possibilidades, Paolo encontrou um rastreador de dimens\u00f5es reduzidas. Retirou sua estrutura externa e come\u00e7ou a procurar, mil\u00edmetro por mil\u00edmetro, um espa\u00e7o dentro da m\u00e1quina. Em cerca de 15 dias, a primeira vers\u00e3o de teste estava funcionando, atendendo todas as exig\u00eancias apresentadas pela fabricante. \u201cN\u00e3o acredito que voc\u00ea conseguiu\u201d Quando Paolo agendou a reuni\u00e3o com a Fujikura, o gerente nacional da empresa, na \u00e9poca, Marcos Arada, imaginou que a Vega havia desistido do projeto. Paolo ent\u00e3o abriu o sistema de rastreamento no celular e mostrou a localiza\u00e7\u00e3o exata da m\u00e1quina. \u201cEle olhou para mim com cara de espanto e falou: \u2018Voc\u00ea est\u00e1 vendo a minha cara? N\u00e3o acredito que voc\u00ea conseguiu\u2019\u201d, conta Paolo. O motivo da surpresa s\u00f3 ficou claro depois: o mesmo desafio havia sido apresentado a dezenas de grandes empresas do setor e todas haviam recusado. Afinal, a complexidade da m\u00e1quina, a delicadeza da desmontagem e a necessidade de m\u00e3o de obra altamente especializada tornavam o projeto arriscado demais para solu\u00e7\u00f5es convencionais. Da primeira vers\u00e3o \u00e0 15\u00aa gera\u00e7\u00e3o da tecnologia Aquele prot\u00f3tipo deu origem \u00e0 primeira vers\u00e3o do rastreador para m\u00e1quinas de fus\u00e3o de fibra \u00f3ptica desenvolvido pela Vega. A solu\u00e7\u00e3o inicial ainda utilizava apenas GPS. Com o avan\u00e7o do projeto e a experi\u00eancia adquirida em opera\u00e7\u00f5es reais, novas tecnologias foram incorporadas, incluindo radiofrequ\u00eancia e diferentes recursos de localiza\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o. Hoje, o modelo de dispositivo para rastreamento de m\u00e1quina de fus\u00e3o est\u00e1 em sua 15\u00aa vers\u00e3o. O desenvolvimento deixou de ser artesanal, Novas tecnologias de geolocaliza\u00e7\u00e3o foram incorporadas, os processos de instala\u00e7\u00e3o evolu\u00edram e a Vega estruturou uma equipe de engenharia especializada para atuar em equipamentos de alta complexidade. \u201cHoje n\u00f3s temos uma ampla infraestrutura envolvida na opera\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de engenheiros de alto n\u00edvel totalmente dedicados ao aprimoramento permanente das novas tecnologias para que possamos sempre estar um passo a frente no mercado e oferecer solu\u00e7\u00f5es de ponta aos nossos clientes\u201d, destaca Paolo. Uma parceria que abriu as portas para o setor de Telecom O case de sucesso da Fujikura abriu portas importantes para a Vega. A tecnologia passou a ser apresentada em feiras do setor no Brasil, dentro do pr\u00f3prio estande da fabricante, como uma solu\u00e7\u00e3o homologada e confi\u00e1vel para a prote\u00e7\u00e3o das m\u00e1quinas. \u201cA gente estava dentro do estande da m\u00e1quina refer\u00eancia de mercado, sendo apresentado como uma solu\u00e7\u00e3o confi\u00e1vel. N\u00e3o deu tempo de pensar nas dificuldades. A gente viu uma necessidade e uma oportunidade\u201d, afirma Paolo. A partir daquele primeiro projeto, a Vega tamb\u00e9m foi apresentada a grandes opera\u00e7\u00f5es de telecomunica\u00e7\u00f5es, dando in\u00edcio a rela\u00e7\u00f5es comerciais que perduram h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada. Hoje o setor de Telecom representa um dos principais pilares da atua\u00e7\u00e3o da empresa. &nbsp; A hist\u00f3ria com a Fujikura foi um verdadeiro divisor de \u00e1guas e ampliou o olhar da Vega para novos desafios apresentados por seus clientes. Problemas complexos n\u00e3o chegam \u00e0 equipe apenas como uma demanda t\u00e9cnica, mas como quest\u00f5es que precisam ser compreendidas, discutidas e testadas at\u00e9 que uma solu\u00e7\u00e3o seja encontrada. \u00c9 esse esp\u00edrito que mobiliza a equipe diante de novos desafios. A possibilidade de criar algo in\u00e9dito, superar uma limita\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e entregar uma resposta para uma necessidade real do cliente. Em 2012, funcionou. 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